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domingo, 16 de dezembro de 2007

Sobrou Milan em Yokohama


Boca Juniors e Milan possuem uma formatação tática muito parecida: 4-4-2 com três volantes, um meia de ligação e no ataque um jogador referência e um de movimentação. O que os difere é a maneira de jogar. O Boca tem um time mais leve, explora os contra-ataques e as alas; o Milan com jogadores mais experientes, joga um futebol mais cadenciado, possui um sistema defensivo consistente, e um meio-campo que pensa o jogo.

Quatro a dois foi um resultado justo, ilustra a superioridade da equipe européia, que tem em seu time principal três jogadores diferenciados: Pirlo, Seedorf e Kaká. Os argentinos não puderam contar com o craque Riquelme, com certeza a presença do meia daria mais qualidade ao Boca, o que poderia mudar a história do Mundial.

Mesmo tendo uma equipe inferior, o Boca Juniors frustrou. A torcida que fez-se presente no estádio não parou os 90 minutos, diferente do seu time: os argentinos só fizeram frente ao Milan no primeiro tempo; no segundo tempo caíram diante do ímpeto de Kaká, o Boca desmontou depois do 4 a 1 e o brasileiro reafirmou porque é o favorito para ganhar o Bola de Ouro da Fifa.

O tetra campeonato do Milan não foi ameaçado em nenhum momento, o segundo gol da equipe Argentina só veio no fim do segundo tempo e os milaneses puderam se vingar em grande estilo do Mundial 2003.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Olho no Brasil


O Campeonato Brasileiro chegou ao sem fim no último domingo.Mais uma vez fala-se em baixo nível técnico, que nossos jogadores são de terceiro, quarto escalão no futebol mundial.Afirmações totalmente discutíveis, o futebol como um todo perdeu qualidade, e onde o há mais dinheiro, há mais mídia, tendo mais mídia, há mais consumo, tendo consumo há lucro.E lucro é a palavra chave do futebol moderno.Jogadores que hoje atuam na Europa são endeusados visando o lucro em cima da imagem.No onze contra onze a história é outra.

Mas não é isso que pretendo discutir.A questão é: Seleção do Campeonato brasileiro 2007.E os seguintes jogadores foram eleitos: goleiro: Rogério Ceni; lateral direito: Léo Moura; lateral esquerdo: Kleber; zagueiro central: Breno; quarto zagueiro: Miranda; volantes: Hernanes e Richarlyson; meias: Ibson e Valdívia; atacantes: Acosta e Josiel.

Exceto Josiel, e excluindo da lista Acosta e Valdívia (estrangeiros), são todos atletas que Dunga pode chamar e não ficarão devendo nada para os “europeus”.Procurando em nossos clubes, encontra-se ainda mais jogadores selecionáveis: os goleiros Felipe e Diego Cavalliere, os zagueiros Thiago Silva, Alex Silva e Juninho, os meias Diego Souza, Thiago Neves e Renato Augusto, os atacantes Dagoberto, Nilmar, Dodô e até o tosco Aloísio.Esmiuçando bem, ainda há outros.

Escalei um time com o que me veio de momento, percebam, é uma equipe de qualidade considerável:

R.Ceni/Felipe

Léo Moura
Breno
Miranda
Kéber

Hernanes
Ibson
Diego Souza
Jorge Wagner/Fernandão

Dagoberto
Nilmar

Convocar jogadores que atuam no Brasil sempre foi uma das minhas reivindicações, e como o atual técnico também não o faz, sigo insistindo com a idéia.



quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Espetáculo das arquibancadas


Quem pôde acompanhar Grêmio e América no Domingo, jogo sem torcida, e Corinthians e Vasco nessa quarta, entendeu o porquê de o futebol ser o esporte mais popular do mundo.O espetáculo é todo feito pela torcida, um clube de futebol não é grande sem uma grande torcida por trás.Por que acham que o São Caetano não vingou?

Domingo um jogo sem nenhuma graça, escutava-se os gritos dos técnicos, escutava-se o quicar da bola no gramado, escutava-se os grilos das graminhas em volta do campo.Faltou emoção, e a emoção, o amor pelo esporte, pelo seu clube, todos esses ingredientes quem carrega é a torcida.

O torcedor no estádio nada mais é que a materialização da história de seu clube, o jogador é passageiro, o técnico é passageiro, o presidente não é diferente, mas o torcedor não, esse vive de extremos, vaias, aplausos, sorrisos, choros, o torcedor vive o seu time.

Corinthians e Vasco de fato não jogaram um bom futebol, mas fizeram uma partida empolgante, o clima criado pelas torcidas foi algo impressionante.A torcida paulista fez pulsar o Pacaembu, percebia-se no rosto de cada corintiano a mesma ansiedade existente no rosto dos jogadores.

Um a zero para o Vasco, mas nem a torcida, nem os jogadores desistiram de tentar até o último minuto.Só que vontade não ganha jogo, quando falta muito futebol e sobra vontade, geralmente não dá certo.E o Corinthians 2007 não deu certo.

Na última rodada espera-se mais um show, a Fiel com certeza vai lotar sua parcela de arquibancadas no Olímpico, e a torcida gremista ainda acredita numa classificação para Libertadores 2008, além de ser a despedida do vitorioso Mano Menezes.

Dia 2 um espetáculo: Grêmio e Corinthians, o ano dos dois clubes estará em jogo, e o estádio Olímpico vai pulsar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Continua errado


Inegável que a vitória sobre o Uruguai foi importantíssima, garantiu uma boa colocação ao término do ano de 2007 para a Seleção Brasileira.Quem não viu o jogo, apenas os gols, e se deslumbra com o poder de reação demonstrado, tira conclusões erradas sobre o jogo e sobre a equipe brasileira.

A Seleção de Dunga vem apresentando erros perceptíveis a todos, e pior: são erros que já vêem acontecendo há tempos, e o novo treinador não teve capacidade de corrigi-los.Para um time de futebol jogar bem, o ponto de partida é organização tática, independente da qualidade técnica de seus jogadores.Quando não há essa postura tática, a individualidade passa a ter de decidir jogos, e é justamente o que está acontecendo com a Seleção: quem todos esperam que decida, não esta o fazendo.

Jogando um futebol simples, a seleção uruguaia deu um banho de bola no Brasil.Eles não possuem um grande time, é uma equipe nada além de razoável e, porventura, ainda tinham desfalques importantes, como Forlan.Fizeram o que todas as seleções que nos enfrentam fazem: aproveitam-se que só há dois marcadores no meio-campo brasileiro e giram a bola com calma e objetividade, até aparecer uma brecha no sistema defensivo brasileiro.

A titularidade de Luis Fabiano deu mais qualidade ao Brasil, acertou o Dunga em deixar Vagner Love no banco, em contrapartida errou mais uma vez na formatação do meio-campo.Kaká, Ronaldinho e Robinho não rendem juntos, é preciso um desses mais ao ataque e outros dois mais participativos no jogo.A evidente, porém pequena, melhora com Josué na equipe mostrou isso, é preciso dar consistência ao time, e uma das três estrelas tem de sair.

Espero que Dunga tenha notado isso, e, pra mim, Diego é o nome certo para entrar e encorpar o time.Jogador que, inclusive, não esteve nem relacionado entre os reservas.Lamentável.

E a 9? Essa já tem dono.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

E o técnico?


Contra o Peru, nesse último domingo, a seleção deixou de faturar dois pontos.Um jogo que não era difícil, por incompetência do treinador, tornou-se complicado.O início não foi de todo ruim, até porque a seleção peruana entrou em campo com o intuito de atacar, e assim a partida seguiu: com as duas equipes tentando o gol, nada de jogadas agudas, mas uma partida corrida, interessante de assistir.

A certa altura do primeiro tempo, depois de um golaço do Kaká, o Brasil desmontou-se taticamente.Robinho já não sabia se era atacante, meia, ponta direita ou esquerda, corria por todos os lados do campo e não efetivava jogada nenhuma; Ronaldinho estacionou na posição de volante e dava apenas toques de lado; Maicon voava pela direita, mas não cruzava uma bola sequer para Vagner Love; Gilberto Silva e Mineiro se desdobravam para tentar marcar os rápidos peruanos que não encontravam dificuldades para saírem jogando.Com toda essa desorganização, destacaram-se os zagueiros canarinhos, que ganharam quase todas as jogadas.

Depois de relaxar no segundo tempo, e chamar o Peru para seu campo, a seleção tomou o gol de empate.Mesmo com alternativas no banco, Dunga mexeu errado e tardiamente no time.Primeiro trocou seis por meia dúzia, quando tirou Vagner e pôs em campo Luis Fabiano, que seria igualmente não abastecido pelo inoperante meio-campo, em seguida substituiu Robinho por Elano, na tentativa de dar consistência na meia-cancha, o que já não é tão necessário para quem precisa de um gol no fim do jogo.

Mudanças ousadas, e de ordem tática, na visível tentativa de mudar o que não está dando certo, mesmo que não tragam o resultado esperado, tenho certeza que amenizariam as criticas ao Dunga.Como, por exemplo: tira o descontado Ronaldinho e põe o Diego, dando mais fôlego ao meio campo; substitui Robinho, mau no jogo, e coloca mais um centro-avante, Luis Fabiano e Vagner podem, em uma situação emergencial, funcionar bem; Coloca Daniel Alves, um lateral mais ofensivo, e tenta abastecer de cruzamentos os atacantes.

Disciplina fora de campo é bom e não faz mau a ninguém, mas disciplina tática dentro de campo também é essencial.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Dê quê entendem os ingleses?


Usando matemática e estatística, a Associação de Estatísticos do Futebol (AFS), que fica na Inglaterra, elegeu os 100 melhores jogadores de todos os tempos.Achei a lista estranha, futebol não é uma ciência exata, e não sendo, como seriam eleitos os melhores, por meio da estatística?

Os critérios são os seguintes: através de um sistema de pontuação, os atacantes são premiados por gols marcados, os defensores por jogos sem levar gols, ainda receberam pontos extras por títulos conquistados, partidas como capitães e nível em que jogaram.

Não foi feita nenhuma análise técnica, ao que parece.Mas, também, o ranking não chega a ser desprezível, pelos critérios pode-se observar que os jogadores em questão demonstram um perfil de campeão, de jogador vencedor, e isso para um atleta é muito importante.

Os dez primeiros colocados: 1.Pelé; 2.Ronaldo; 3.Romário; 4.Luis Figo; 5.Zidane; 6.Maradona; 7.Lothar Matthaüs; 8.Gerd Muller; 9.Beckenbauer; 10.Cafu.

Ainda aparecem mais brasileiros na lista: Roberto Carlos (11º), Rivaldo (14º), Zico (16º), Ronaldinho Gaúcho (57º), Bebeto (59º), Djalma Santos (74º) e Taffarel (88º).

Qual lista futebolística não constaria Garrincha? Em qual lista Pelé e Maradona não estariam disputando a primeira colocação? Talvez apenas em uma lista de ingleses.Com todo respeito aos criadores do esporte, mas quê listinha bem ruim!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Aguardem

A partir de segunda o blog começa a milhão com suas atividades !

Até lá !